Vamos falar sobre turismo responsável?

Foto capa da postagem sobre turismo responsável no blog Negra em Movimento.

Enquanto turismóloga em cada viagem que considero, planejo e pratico é meu dever adotar uma postura consciente sobre minhas ações. Isso faz parte do turismo responsável.

Enquanto blogueira busco promover essa consciência para outras pessoas que viajam apontando fatores específicos de risco de um destino e também atitudes gerais que devem ser tomadas em qualquer lugar.

Percebi, porém, que enquanto estava muito claro em minha mente o que queria dizer , é possível que a maior parte das pessoas não saiba bem o que turismo responsável significa além da superfície.

Então fiz o processo de trás para frente como uma síndrome Benjamin Button. Primeiramente utilizei o conceito como o exemplo da viagem consciente e agora vou me aprofundar sobre o que ele é e no que viajar conscientemente implica.

Da reflexão:

Comecei a pensar a respeito quando recentemente vi uma postagem de uma influencer de quem gosto bastante, a Patrícia Schussel (instagram: @patchinpixels), a respeito do Festival das Lanternas que acontece em Chiang Mai na Tailândia.

É realizado na lua cheia do décimo segundo mês no calendário tailandês (geralmente novembro). Consiste num evento tradicionalmente realizado para marcar o fim do período de lua cheia e tem origem no Brahmin, vertente do Hinduísmo.

Hoje o evento é monetizado e ainda que aconteça em diferentes partes do país, é em Chiang Mai o seu estopim. Dois espaços de eventos são reservados para o Festival na cidade, comportando ao todo 7 mil pessoas ao custo de 200 dólares cada ingresso.

No evento quase não se vê nativos. E além das pessoas que pagam para acender e lançar ao céu duas lanternas, há aqueles que compram ingressos com cambistas. Ou então adquirem lanternas aleatoriamente e se espremem ao lado de fora para lançar o balão ao ar e “ver a magia acontecer”.

Se procurar na internet por fotos verá que a imagem dos balões acesos contrastando com a escuridão da noite. Parece linda demais para ser real, como a cena do filme Enrolados da Disney que dizem ser inspirada no próprio festival.

Ao lado esquerdo o Festival das Lanternas em Chiang Mai, ao lado direito a cena do Filme Enrolados.

A tradição virou negócio e os criadores viraram telespectadores.

Mas qual o preço da beleza? Por que não percebemos que os milhares de balões que flutuam flamejantes pela noite uma hora voltam à terra?

No pior cenário causam um incêndio e no melhor uma montoeira de lixo. Lixo que além de não ser reciclado ainda constantemente vai parar no organismo de animais marinhos?

Por que existe um evento que incentiva turistas a pagar um preço exorbitante para colocar em risco a terra onde eles não vivem e o planeta onde todos vivemos?

É importante determinar que a minha crítica não é à tradição; embora o lançamento de balões ao céu seja preocupante em si, não sou conhecedora da cultura e de seus costumes para declarar juízos de valor à respeito. Seria não só arrogante como ignorante de minha parte querer ditar regras sobre algo que não conheço.

Pelo contrário, a minha reflexão é a respeito da espetacularização do fenômeno que encontrou no turismo a terra fértil para crescer e lucrar.

A minha preocupação é com a proliferação de atividades turísticas perigosas sem que reconheçamos nelas a nossa participação voluntária.

Uma forma de avaliar e aprimorar a forma como viajamos é através do turismo responsável.

Do conceito:

O conceito de turismo responsável surgiu como alternativa para estudiosos que consideram o turismo sustentável insuficiente ao que se propõe, declarando que ele desconsidera as realidades distintas e limitações de cada destino.

Assim eles entendem que ele não seria o padrão adequado a se utilizar para a implantação de melhorias, principalmente considerando países em desenvolvimento. Também criticam o enfoque primordial dado à consciência ambiental em detrimento das questões enfrentadas pela comunidade residente.

Deste modo, o turismo responsável seria a tentativa de priorizar a participação efetiva das comunidades no turismo.

Alinha o desenvolvimento social e econômico do local com a consciência ambiental e demandas do turismo.

Ademais mantém em mente as características específicas de cada localidade nos âmbitos financeiro, geográfico, cultural, social e político.

Além de práticas rasas

Sendo assim, na prática o turismo responsável não é somente recolher o lixo, não destruir a vegetação local e não destratar animais.

Não é só respeitar o que está descrito nas placas e acreditar que fez o suficiente. Para agir com responsabilidade é necessária a informação e a iniciativa de saber como agir a partir dela.

Ser responsável é entender que às vezes temos que abrir mão do que fica esteticamente belo. Ou daquilo que agrada o nosso ego para ter uma atitude que vai além de nós e do que queremos, ainda que a ação envolva um sacrifício do que chamamos de prazer.

Ser responsável é compreender que nossas ações possuem um impacto externo. As consequências das mesmas podem ser prejudiciais, ainda que não sejamos nós aqueles diretamente afetados.

A conta não fecha e sempre haverá alguém ou algo que terá que pagar a diferença.

Contudo, o que está em jogo não é o que você se autointitula ou o conceito pelo qual atende. Tem quem entenda por turismo consciente, sustentável ou outro.

O importante é adotar uma filosofia que combata o turismo predatório. O essencial é que suas ações enquanto turista não interfiram na saúde da tríade: comunidade, fauna e flora.

Da prática:

Neste processo recordei várias ações que não só são tomadas em viagens como foram naturalizadas como partes de experiências turísticas singulares.

Enquanto na verdade contribuem para a violência com animais, a gradativa depredação da natureza e a descaracterização de culturas locais.

Turismo & Fauna

A organização World Animal Protection desenvolveu um relatório em 2014 que denuncia as ações de maus tratos de animais em virtude de entretenimento e espetáculos.

Eles apontam logo no início que atividades de entretenimento que envolvem animais silvestres são baseadas em abuso. Muitas vezes eles são caçados, mutilados, dopados e forçados a se comportar de maneira adversa a seus instintos em nome do divertimento das pessoas.

Em locais na Ásia, África do Sul e Zimbábue é possível ter a experiência de andar nas costas de elefantes.

O que muitos não sabem é que esses animais são muitas vezes isolados, privados de alimentação e alvos de espancamento ou métodos violentos para serem controlados.

Em 2016 foi noticiada a morte de um elefante em Camboja graças a maus tratos.

Elefante morto em decorrência da exaustão no Camboja.

Outros exemplos

E as selfies com os tigres? Estabelecimentos como o Zoológico Lujan em Buenos Aires (Argentina) e o Tiger Temple em Chiang Mai (Tailândia) já foram acusados de violência animal, as acusações alegam que eles dopam os animais para que ajam docilmente e interajam com os turistas para fotos.

Passear com leões é uma atividade comum também no Zimbábue e na África do Sul bem como nas Ilhas Maurício e Zâmbia. Arrancados do convívio com as mães logo após ao nascimento, os leões podem vir a sofrer transtornos psicológicos.

Eles são manuseados pelos proprietários até que possam se alimentar sozinhos e quando adultos, passam a ser sedados e castigados para se comportarem adequadamente na presença de turistas.

Já nadou com golfinhos? Esta prática cobiçadissima é possível graças à captura de golfinhos no oceano e cativeiro dos mesmos nos chamados “golfinários” para interação com pessoas.

Além do estresse no cativeiro, problemas de pele graças ao cloro e queimaduras solares, recentemente ainda houve a denúncia de golfinhos que tinham seus dentes lixados ou removidos para que não machucassem as pessoas no momento do nado.

Anúncio do Dolphin Cay no resort Atlantis, Bahamas.

Há ainda outros exemplos como as Touradas que ainda acontecem em locais como Portugal e Espanha e os macacos “dançantes” violentamente caçados e adestrados em países como Índia e Indonésia.

Cavalos que puxam carruagens em famosos passeios por parques e cidades são constantes alvos de violência. Tartarugas, ursos, focas e pinguins também já foram noticiados como vítimas do turismo predatório.

É essencial se informar previamente sobre atividades com animais bem como centro de visitação e abrigos. Além de ser a única maneira de evitar contribuir para atividades que coloquem em risco à existência e integridade deles. É um compromisso que precisamos honrar.

Turismo & Flora

Superlotação

A superlotação de destinos turísticos é resultado de um combo de causas: o turismo de massa, promoções, surgimento de companhias aéreas low cost, divulgação através de mídia tradicional e internet, desembarque de passageiros de cruzeiros, entre outros.

O destino é noticiado de alguma forma, o interesse por ele é estimulado e a demanda pela visitação cresce muito rápido.

Mediante a isso o correto seria que medidas fossem tomadas para que o aumento súbito e extremo da visitação não colocasse o destino nem a comunidade local em risco.

Todo contato que realizamos gera impacto, cada pisada nossa sobre o solo deixa ali uma cicatriz porque gerou atrito, consequentemente essa ação desenfreada e não planejada é um perigo.

O turismo de massa se tornou um problema tão grande em Veneza (Itália) que tem sido alvo de protestos por parte dos residentes.
Veneza superlotada em um período de carnaval.

Relação entre popularização e depredação

De nenhuma maneira pretendo demonizar a popularização do turismo através de barateamentos de produtos; muito pelo contrário, defendo a democratização da viagem, considero um dos objetivos do blog e principalmente sou alguém que viaja graças a esse fator.

Contudo, sei que toda ação, principalmente de grande escala, requer um planejamento e como o turismo é muitas vezes visado somente pelo viés econômico, ações são tomadas com um grande descaso pelas consequências.

Lavam as mãos para uma prática consciente e investem para que haja retorno em lucro financeiro ainda que venha associado à destruição.

É o caso que tem acontecido na Vila de Trindade em Paraty conforme já falei aqui no blog no meu relato de viagem para lá.

O estudo de capacidade de carga turística é fundamental para a manutenção e preservação de um local pois garante que o número de visitantes é adequado para que a depredação e outros impactos negativos sobre o solo sejam minimizados.

Abrir mão de privilégios

Por outro lado, uma maneira comum para combater este problema é através do estabelecimento de taxas de visitação, impostos, encarecimento de passagens e outros meios de limitação de demanda através de dinheiro.

Ainda que possa ser uma medida eficiente a curto prazo, é preciso ter cuidado para não transformar esse controle em uma ferramenta de elitização do “turista ideal” e consequentemente na tradição do turismo excludente em que só viaja quem pode desembolsar uma boa grana.

Assim acredito que o caminho ideal para a solução é a conscientização e o estabelecimento de limites, não por meio de taxas e sim de regras de acordo com as especificidades e possibilidades de cada destino.

E aí entra outro ponto: será que faríamos nossa parte? Será que abriríamos mão do conforto de ir e voltar de um local quando bem entendêssemos?

Iríamos querer “agendar” uma viagem com antecedência se fosse necessário? Faríamos disso uma disputa com o outro por uma “vaga”?

Temos uma constante sede individualista de satisfação de nossas vontades em detrimento de outros aspectos e isso nos leva ao próximo tópico.

Desrespeito com limites e regras

Esse aspecto é o mais facilmente identificável ao falar sobre comportamento predatório e envolve ações como o depósito incorreto do lixo, o descaso por regras e leis locais, o menosprezo de placas informativas, etc.

Lixo deixado na Cachoeira da Prata (Juscimeira, Mato Grosso).

Deveria ser simples a noção de caso esteja em uma localidade onde não pode andar pelas ruas consumindo bebida alcoólica, não deve tentar burlar a lei; caso não possa visitar determinado lugar, não deve tentar se infiltrar secretamente.

Existem protocolos de conduta em todos os cenários e é mandatório que eles sejam seguidos. Não é uma questão de concordarmos ou não com eles, é um padrão estabelecido para todos e não há abertura para exceções.

Ainda que sinta que a regra específica está reduzindo seu potencial de prazer com uma ação ou “está cortando o seu barato”, é preciso ter em mente que regras turísticas não são feitas baseadas em vontades e sim em necessidades do local, da comunidade e do turista.

Desinteresse com o Destino

Muitas vezes um local desperta interesse em um grande público e se torna uma hype, uma moda, um objeto de cobiça especificamente porque tem vários outros compartilhando daquele mesmo desejo por conhecer e não pelos seus atrativos particulares.

Como isso se dá? Um exemplo muito claro é Amsterdã, cidade holandesa que ganhou a ilusória fama de ser o paraíso para o consumo de drogas e onde tudo é permitido.

Além de isso não ser verdade, a falsa reputação começou a atrair turistas que tinham o único objetivo de consumir maconha indiscriminadamente e que pouco se importavam com a cidade e com sua história.

Isto influencia bastante na forma como esse turista vai vivenciar essa localidade e principalmente irá ditar o nível de cuidado que ele terá ao explorar o local. Muitas pessoas não empregam o zelo com um destino porque “não consideram sua casa”, imagine só o que eles fariam com uma região que consideram o âmago da libertinagem.

Além disso, quando pessoas não viajam ao destino motivados pelo destino em si, deixam de explorar equipamentos turísticos e conhecer produtos turísticos que contribuem para a renda da comunidade local e para a manutenção do turismo na região. Elas não praticam o turismo que dá de volta ao meio e sim um turismo que não se importa com o meio.

Turismo & Comunidade

Estereotipação

Uma das práticas mais comuns de desrespeito à comunidade local é através de estereótipos. Visitantes são por vezes ofensivos e preconceituosos graças à noções previamente formuladas além de por vezes esperar determinadas atitudes ou querer contar vantagem pelo que ouviu falar do local que visita.

A América Latina e o Sudeste Asiático são constantemente relacionados ao turismo sexual e não são poucos os relatos de mulheres brasileiras sendo ofendidas por turistas, inclusive eu já tendo sido uma delas enquanto andava na rua.

Existem outros: americanos só se alimentarem de fast food, chineses comerem cachorros, russos serem bêbados, etc. Deveríamos utilizar o contato com um outro povo para aprender verdadeiramente sobre ele e não chegar armados com informações que não temos nenhum embasamento sobre serem a verdade.

Descaracterização cultural

Por vezes o contato com uma comunidade com uma cultura muito diferente da nossa pode gerar uma descaracterização de hábitos tradicionais, principalmente quando demonstramos atitudes nocivas ou elas vêm acompanhadas do turismo de massa.

Cada contato carrega uma influência que pode ser positiva ou não dependendo do nível de absorção das partes e também do conteúdo trocado. Por isso é importante atentar às nossas ações diante do outro, ainda mais na frente de crianças, do contrário podemos estar contribuindo para a perda da autenticidade do local.

Existe também o perigo de empresas que passam a simular um cenário (constantemente pautado em estereótipos) para atrair turistas que desejam vivenciar uma realidade específica. É o caso de visitas a aldeias indígenas e a performance de rituais que por vezes nem fazem mais parte de seu cotidiano, servem somente como um espetáculo para o turista observar.

Alienação social

Turistas constantemente agem sem a prática do bom senso movidos por uma alienação social sobre a realidade do mundo. Como? Já ouviu falar sobre o Poverty/Slum Tourism? O nome bonito serve para designar o turismo em favelas ou simplesmente aquele que espetaculariza a pobreza em prol do entretenimento alheio.

Com certeza já deve ter ouvido falar sobre os tours em favela que mais se assemelham à safáris onde turistas passeiam pelas ruas de favelas em jeeps e observam a rotina da população como se observassem animais em seu habitat natural.

É claro que existem iniciativas que promovem um outro tipo de passeio e uma outra interação entre a população e os residentes, o importante é pesquisar para definir qual empresa promove essa iniciativa que contribui com o local.

Glamourização da miséria

Do contrário surgem propostas absurdas como a do Emoya Luxury Hotel, um hotel de luxo na África do Sul que oferecia acomodações inspiradas em guetos prometendo a experiência africana completa numa área conhecida como Shanty Town.

Shanty Town é o nome dado ao que conhecemos como favelas ou guetos. Caracterizado por assentamentos informais feitos como barracões e geralmente encontrados nas periferias de grandes cidades.

Essa área não existe mais depois de um feedback extremamente negativo, mas a proposta era turistas experimentarem a vida em uma moradia informal com o privilégio da segurança, higiene e artefatos como internet e aquecedor. Estas práticas nada mais são do que a glamourização de graves problemas sociais.

Foto da antiga área conhecida como Shanty Town no Emoya Luxury Hotel, África do Sul.

Dark tourism

E por último existe o chamado dark tourism ou o turismo mórbido caracterizado pela visita a locais marcados por tragédias, massacres, guerras, entre outros.

Até então ele pode ser motivado por pesquisadores, estudiosos ou pessoas que possuem interesses históricos e culturais nos destinos; o problema é quando turistas se esquecem de que os locais foram palcos de horror e agem como se estivessem em um parque de diversões.

O artista Shahak Shapira criou o projeto Yolocaust em que realizou montagem com as fotos de turistas em locais que remetiam à história do Holocausto como se eles estivessem nos lugares nos períodos em que o massacre aconteceu. O resultado é impressionante.

Montagens feitas pelo artista Shahak Shapira. Na segunda foto, ainda foi adicionada a legenda “Pulando em judeus mortos no Memorial do Holocausto”.

São ações que transparecem a falta de empatia e beiram à frieza. Não é tão complicado pensar duas vezes nas atitudes que tomamos relacionadas a um povo ou a história desse povo para evitar a ofensa. Tem simplesmente a ver com ser humano.

Da solução:

Autoanálise

O que podemos fazer para praticar um turismo verdadeiramente responsável? Antes de tudo uma autoanálise. Sem ego, sem medo, sem vergonha. Temos que olhar para dentro, estudar a forma como costuma viajar, observar seus ímpetos, questionar se seus valores estão alinhados com valores responsáveis e sustentáveis.

Conscientização

Caso tenha dúvidas se sua ação pode ter um impacto negativo, não faça cerimônias e pesquise nos sites do destino, em ONGs locais, no yahoo respostas, no Bing… Tudo é válido. O importante é identificar se existe algo que está fazendo de errado para corrigir a tempo da próxima viagem.

Isso faz parte da conscientização sobre aquela localidade, para isso a informação é fundamental. Não jogue fora as brochuras de conscientização turística que receber (tutoriais, manuais, sugestões, etc.) e tenha a iniciativa de buscar sobre pontos relevantes previamente: problemas do destino, demandas e ações negativas comuns a evitar.

Outro ponto muito importante é ouvir os residentes caso alguém demonstre desconforto com alguma ação ou busque corrigi-lo. Tenha humildade de buscar compreender o que eles falam porque ninguém conhece melhor a terra do que quem mora nela.

Por último, busque alternativas sustentáveis se precisar fazer alguma alteração no seu roteiro. Descobriu que o passeio que ia fazer era abusivo com animais, com a natureza ou a comunidade? Procure passeios com a mesma proposta que façam isso de maneira responsável, assim ninguém sairá perdendo.

Mudança

Enfim é hora de aplicar a mudança na prática. É importante lembrar que o objetivo não é apontar dedos para ninguém ou alimentar um sentimento de culpa. Não precisa anunciar publicamente o que fez de errado, o que é essencial é a melhoria. Então percebeu que pisou na bola? Beleza, vai lá e conserta. Pode ser na chincha, o importante é o resultado e não a exposição.

Seja responsável pelo impacto que causa e a influência que exerce. Honre empresas e iniciativas responsáveis que se preocupem com o ambiente e a comunidade onde estão inseridas. Nossa única obrigação é o compromisso.

Quando afirmo que o turismo é um fenômeno complexo e suas ramificações são subestimadas, não é só papo de quem é profissional da área, é verdade. Ele traz incríveis vantagens e o considero honestamente uma das maiores ferramentas de desenvolvimento e transformação positiva que temos.

Contudo ele também é um instrumento de grandes impactos e é preciso planejamento, cuidado e comprometimento para conseguir pensar soluções para problemas relacionados a ele.

Mesmo que nunca se chegue ao cenário onde tudo dá certo e ele funciona 100%, é mandatório tentarmos otimizar a atividade ao máximo.

E mesmo que você more ou visite um local que não invista em conscientização turística, podemos muito bem começar o trabalho de formiguinha por nós mesmos. Do contrário o formigueiro em breve deixará de existir.

E você sabe de alguma outra ação que põe em risco a prática do turismo responsável? Compartilha aqui embaixo nos comentários!

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