Trançar o cabelo: a história do legado + 25 fotos inspiradoras

Foto capa da postagem sobre trançar o cabelo do blog Negra em Movimento.

Antes de tudo, trançar o cabelo teve diferentes significados ao longo do tempo. Certamente a depender do povo e do lugar de origem, as tranças eram entendidas de uma maneira. Contudo, essa flexibilidade nunca apagou a verdade principal: o legado desse hábito para a comunidade negra.

História

Historiadores afirmam então que o ato de trançar o cabelo teve origem na Namíbia. Assim, o objetivo primário era distinguir mulheres entre as tribos da região. Foi uma arte transmitida de geração em geração, caracterizando grupos por religião, parentesco, estado, idade e etnia. Aliás no Egito, trançar o cabelo carregava um símbolo de status social.

No século XV, com a escravização de povos africanos, o cabelo se tornou uma forma de conduzir mensagens porque já fazia parte de um sistema de linguagem. Dessa maneira, a manipulação do cabelo era um modo de se manter fiel às suas raízes e também uma forma de resistência.

De fato, há diferentes estilos de tranças africanas, variando em desenhos, curvas e geometrias. Ademais, os termos usados para defini-las como “nagô”, “jeje” e “fula” representavam identidades criadas por negros escravizados, para identificar tribos de regiões distintas.

O cabelo se tornou, em conclusão, um forte símbolo para muitos movimentos da comunidade negra. É o caso da Marcha dos Direitos Civis nos Estados, do Black Power e também dos Panteras Negras. Junto à aceitação do cabelo crespo, igualmente estava o ato de trançar o cabelo.

Hoje

Hoje as tranças não representam somente uma escolha estética, mas seguem representando um legado de resistência, ancestralidade e força, principalmente transmitido pelas mulheres que nos geraram.

Trançar o cabelo é negar que anos de opressão sigam moldando a forma como nos enxergamos, ao invés usamos o orgulho do que somos da cabeça aos pés, para que todo mundo veja. É sobre se conectar com a nossa história e valorizá-la por isso.

Assim sendo, muitas mulheres ainda herdam esse ato de suas mães, avós e irmãs mais velhas. É uma ligação direta com as nossas iguais e a manutenção de uma história que, sem dúvida, queremos manter viva e no futuro passar adiante para as que virão depois de nós.

Desse modo, é um conhecimento nascido há muito tempo que se perpetua através dos povos, não é uma técnica adquirida em um ensino tradicional. Revela-se enfim como uma ressignificação da identidade de mulheres negras.

Fotos para te inspirar